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José Carrasco
José Carrasco é um reconhecido guitarrista, compositor e músico espanhol com uma sólida trajetória na cena de fusão flamenca. Membro fundador do grupo Al Liquindoi, Carrasco tem dedicado a sua carreira a explorar as sonoridades tradicionais do flamenco combinadas com influências contemporâneas, criando uma abordagem musical rica em nuances e profundamente emocional.
Trajetória musical e estilo
Nascido em Algeciras, Cádis, José Carrasco está ligado à música desde muito cedo. A sua paixão pela guitarra flamenca levou-o a treinar com grandes mestres do género e a desenvolver o seu próprio estilo, que se destaca pela sua força rítmica, sensibilidade melódica e uma constante procura de novas formas de expressão.
Ao longo da sua carreira, Carrasco colaborou com artistas de diferentes géneros, o que lhe permitiu enriquecer a sua linguagem musical e expandir os limites do flamenco tradicional. Com o grupo Al Liquindoi, tem levado a sua música a palcos de todo o país, destacando-se por uma proposta que une as raízes do flamenco com sons de jazz, música árabe e rock andaluz.
José Carrasco e a sua guitarra Admira
A guitarra é uma extensão da alma para José Carrasco, e o seu instrumento de eleição é uma guitarra Admira, que o acompanha tanto no estúdio como ao vivo. O equilíbrio entre o calor tonal, a projeção e o conforto que oferecem as guitarras Admira é fundamental para transmitir a intensidade emocional que define a sua música.
A sua escolha da admira Bulería responde a uma afinidade com a filosofia da marca: instrumentos feitos com paixão, dedicação e uma profunda ligação à tradição da guitarra espanhola.
Al Liquindoi: Fusão flamenca com identidade própria
Al Liquindoi é um dos grupos mais representativos do novo flamenco instrumental. Al Liquindoi actua há mais de 5 anos, o grupo ganhou grande reconhecimento pela sua originalidade, os seus arranjos cuidadosos e a sua energia ao vivo. No centro do grupo está a guitarra de José Carrasco, que traz solidez, criatividade e um carácter distintivo a cada composição.
admira: Como é que começaste na música?
José: O meu início foi nas discotecas de flamenco em Cádiz, para absorver o flamenco ao vivo. Os cantaores e as cantaoras moldaram a minha paixão pelo flamenco e fizeram-me começar a tocar o instrumento que acompanha o cante e a dança flamenca.
Foi o meu pai a primeira pessoa a apresentar-me a guitarra e a dar-me a oportunidade de a pôr nas minhas mãos. Tanto ao meu pai, pelo primeiro contacto, como à minha mãe, pelo seu apoio incondicional e incansável, devo toda a minha paixão, a minha profissão e o que sou hoje com a música.
admira: O que procura numa guitarra?
José: No meu caso, procuro conforto entre a madeira e o meu corpo. Tenho de a sentir e de me fundir com ela. O som ou a qualidade do som virá por si só depois de me sentir 100% confortável com ela nas minhas mãos.
admira: O que é que gostaria de destacar sobre a admira Bulería, Série Flamenco?
José: Acima de tudo a finura do braço e o conforto do corpo quando o coloco na minha perna. Isso é o que a torna realmente cómoda, para além do seu grande som e do seu metal flamenco.
A guitarra sem amplificação soa muito bem, mas o melhor é que quando é amplificada não perde qualquer qualidade.
admira: Como seria a tua guitarra ideal que ainda não existe?
José: Uma guitarra com um cheiro intenso e infinito a madeira, que pudesse ser amplificada com o toque de um botão sem necessidade de cabo, e se estivermos a sonhar… que soasse como os picados do Paco.
admira: Que projectos tem em cima da mesa para 2025?
José: Para 2025, tenho em cima da mesa projectos que me são caros. Em primeiro lugar, estamos na fase final de gravação daquele que será o nosso próximo EP, intitulado outubro, marcando um novo marco no nosso percurso musical.
Ao mesmo tempo, estou a polir várias composições pendentes, trabalhos que reclamam a sua forma final e que verão a luz no próximo ano.
Como culminar deste turbilhão criativo, um calendário repleto de concertos, oferecendo-me a oportunidade de continuar a crescer e a vibrar com o público.
A música não se escreve apenas, vive-se e 2025 será, sem dúvida, um ano a recordar.